15 TRABALHADORES SÃO RESGATADOS EM SITUAÇÃO DEGRADANTE DE TRABALHO NA REGIÃO METROPOLITANA DE FORTALEZA

15 TRABALHADORES SÃO RESGATADOS EM SITUAÇÃO DEGRADANTE DE TRABALHO NA REGIÃO METROPOLITANA DE FORTALEZA

Um grupo de 15 operários da construção civil, oriundos majoritariamente do município de Santa Helena (MA), foi resgatado na terça-feira (21/07) em Maranguape, na Região Metropolitana de Fortaleza. Os homens, recrutados sob a promessa de contratação formal para a obra de um condomínio, enfrentavam condições degradantes de trabalho, a u s ê n c i a d e equipamentos de proteção (EPIs), falta de pagamento e graves privações como falta de alimentos e água potável, além das ameaças.

No local, os trabalhadores viviam em um alojamento sem água encanada, ventiladores ou fogão. De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção Civil da Região Metropolitana de Fortaleza (STICCRMF), que efetuou o resgate após denúncia dos próprios operários, o grupo estava sem se alimentar há mais de 24 horas e sofria ameaças de morte para não relatar os abusos.

“Encontramos um verdadeiro desastre. Era uma casa grande, sem ter nada dentro. Sem ventilador, nem água, nem portas. […] As redes e as mochilas deles no chão. Sem um bebedor, um fogão, uma panela. Já nos deparamos com muitas situações, mas nada se compara com essa” Nestor Bezerra Coordenador Geral do STICCRMF.

O caso passou a ser acompanhado pela Superintendência Regional do Trabalho e Emprego no Ceará (SRTE-CE) e pela Polícia Civil do Ceará (PCCE). Após o resgate e o registro do Boletim de Ocorrência, o STICCRMF intermediou as negociações com a construtora responsável pela obra, a Engeplan.

No dia 24 de julho, o jurídico do Sindicato garantiu que as indenizações e direitos trabalhistas fossem devidamente quitados, e o custeio do transporte de retorno dos operários ao Maranhão foi assegurado. A diretoria do STICCRMF estará sempre atenta a qualquer denúncia e vem acompanhando os mais de 300 canteiros de obras em atividade na Região Metropolitana de Fortaleza.